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Terceira idade, pertencimento a grupos sociais e possibilidades de sentido

June 11, 2014

Todo o ser humano busca pertencer a grupos. Desde o início da humanidade, os grupos proporcionaram maior probabilidade de sobrevivência e proteção. Além disso, trazem conforto, prazer e cuidado de um com o outro.

 

A família é o grupo mais usual de proteção, vínculo e cuidado que há. Contudo, também existem outros tipos de grupos, como aqueles formados por pessoas que frequentam os mesmos lugares, possuem os mesmos interesses ou têm os mesmos objetivos. Aí se formam os grupos de amizades, em que o objetivo principal é a obtenção de momentos agradáveis e de confraternização.

 

Com o passar dos anos, e o envelhecimento das pessoas, os grupos principais da vida do sujeito vão mudando e, por diversos fatores, muitas vezes vão diminuindo.

 

Na terceira idade, geralmente o grupo familiar está mais distante, pois geralmente os filhos já saíram de casa, possuem suas famílias e compromissos, tendo pouco tempo disponível. Os grupos formados por atividades laborais muitas vezes também se desfazem, já que com a aposentadoria, muitos vínculos formados nos locais de trabalho tendem a se desfazer. Além disso, quando existe um casamento, invariavelmente um dos cônjuges vem a falecer antes do outro, gerando uma mudança severa na vida do companheiro, acostumado a ter a vida estruturada com outra pessoa.

 

Neste momento, em que os grupos estão tão escassos, muitas pessoas podem entrar em depressão. E é difícil identificar esse sentimento, que parece uma tristeza misturada com abandono. É complicado lidar com essa fase da vida, se ver diante de tantas perdas: os entes queridos já não estão próximos, a juventude se foi, a saúde agora traz tantas limitações.

 

E o que fazer para lidar com isso tudo?

 

A busca da família (dos filhos) é geralmente o que o idoso tende a fazer. Porém, infelizmente muitas vezes os filhos não conseguem dar conta da demanda. O idoso necessita, além do cuidado, de muita atenção e de sentido para a sua vida. Então, neste momento, quando a saúde do idoso permite, buscar outros grupos é bastante importante.

 

Grupos de convivência de terceira idade proporcionam trocas entre pessoas que estão passando por vivências semelhantes. Permitem a construção de sentidos e, através de atividades de lazer, trazem novos coloridos para a vida dos idosos.

 

Já quando o idoso não possui saúde o suficiente para ir até estes grupos, a busca de um psicólogo que vá até a casa do idoso pode ser uma alternativa bastante interessante. Alguém preparado para lidar e entender aquela demanda tão específica que uma pessoa traz em sua velhice. Alguém que possa proporcionar conforto e ajudar na busca de sentido.

 

Os idosos merecem serem valorizados. Todos envelheceremos. Não esqueça disso.

 

 

Mariana Rosa da Silva (CRP 07/22953)

Psicóloga Porto Alegre

 

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Mariana Rosa da Silva (CRP 07/22953)

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